Kvm

Aparelho com 2 hdmi de entrada e 1 hdmi de saída e 2 usb(mouse e teclado) para que com um clique do único botão se troque o computador que vai usar o monitor e os perifericos

A muito tempo atrás eu já tinha ouvido falar de um dispositivo que era ótima para trocar de um computador para outro com um botão, nunca fui muito atrás. Mas com as limitações das empresas de não deixarem os funcionários usarem nada nos computadores de trabalho, vi a necessidade de ter um KVM para usar o computador pessoal para fazer coisas básicas, como responder mensagens do WhatsApp/Telegram ou resolver alguma coisa pessoa e rápida como pegar o IPTU/IPVA.

O KVM é basicamente um dispositivo que deixa você conectar o Keyboard(teclado), Video(Monitor/Projetor) e Mouse nele, para que ao apertar o botão você troque quem vai usar os acessórios do computador, é algo que além de ser muito pratico é bem barato de se comprar, o que comprei está custando 60 reais no AliExpress:

KVM no Aliexpress

Eu uso teclado e mouse sem fio da Logitech, então no lugar de usar o bluetooth usei os adaptadores usb deles, o do mouse do padrão Unifying eu já tinha, mas o do teclado que usa a tecnologia Bolt eu comprei no Aliexpress, não sei dizer se é um adaptador original, mas funcionou 100%:

Adaptador Bolt no Aliexpress

Em geral a solução tem funcionado muito bem, mas vejo 1 coisa chata ao trocar de computadores, ao trocar, o MacOS me pergunta qual o teclado, como se fosse um teclado novo, tenho que ver se consigo fazer isso parar de acontecer, mas não está atrapalhando/incomodando muito ainda.

Ponte Fediverso Bluesky

Semana passada eu descobri que a ponte que estava sendo criada do Bluesky com o Fediverso já estava funcionado em beta a algum tempo, o criador Ryan Barret liberou a função sem muito alarde para evitar drama, apesar dele fazer o que prometeu, que foi criar uma forma de Opt In para quem quer usar a ponte. A solução de Opt In que ele criou foi bem inteligente. Quem quiser que sua conta seja visível do Fediverso para o Bluesky, só precisa seguir a conta do BridgyFed do Fediverso pelo Fediverso, e quem quiser que a conta do Bluesky seja visível no Fediverso, basta seguir a conta do BridgyFed do Bluesky pelo Bluesky.

Depois de termos contas visíveis dos dois lados, para pesquisar uma conta deve-se pesquisar assim:

Documentação oficial

Usando Raspberry sem tela

Essa semana eu apaguei tudo que tinha no meu Raspberry para testar algo novo, e com o tempo fui vendo que a imagem começou a falhar e eu estava perdendo a imagem no monitor, como testei de tudo para a imagem voltar e não voltava, pensei em acessar o Raspberry pela rede.

Existem 2 formas de se conectar com um computador pela rede que eu conheço, usando SSH que é uma forma de acessar pelo terminal o Raspberry de outro computador, e usando o VNC , que é a forma de acessar a tela do seu computador de forma remota. Como meu Raspberry já estava apagado, eu usei o Raspberry Pi Imager para instalar o SO(Sistema Operacional) da própria dona do micro computador, esse instalador já me permite escolher instalar o SO de forma muito simples, e ainda tem como instalar o SO com o SSH e a senha do WIFI configurado.

Com o WIFI e SSH configurados eu só precisava saber como encontrar meu rasp na rede, para isso eu usei um aplicativo no meu celular chamado Fing , com o Fing eu descobri o IP que é o endereço do meu Raspberry na rede local, me permitindo me conectar com ele.

Para fazer a conexão, eu precisei entrar no terminal do meu computador e colocar o comando:
“ssh usuárioDoRaspberry + @ + IP”, como exemplo, se meu usuário e IP no rasp forem “nunesdennis” e “192.168.3.2” respectivamente, eu teria que colocar esse comando:

`ssh [email protected]`

O acesso pelo terminal é essencial para que se possa acessar e instalar o VNC, esse não tem opção de vir instalado no sistema, mas encontrei um bom guia que segui. O comando para instalar o VNC é esse:

`sudo apt-get install tightvncserver`

Quando perguntado no terminal após rodar o comando acima, responda com “y”(Sim), e depois rode esse comando para iniciar o VNC(esse comando será usado toda vez que se quiser usar o VNC):

`vncserver :1 -name RasPi -depth 16 -geometry 1024×768`

Você vai ter que criar uma senha de acesso pelo terminal, para quando você for usar o VNC. Depois de ter rodado o ultimo comando é necessário que se baixe um programa no computador para visualizar a tela do Raspberry, eu baixei o Remote Ripple
para meu computador que é ótimo para se fazer o básico, e para acessar o rasp do iPhone/iPad eu tenho o aplicativo Screens, eu uso a versão 4, mas atualmente só tem o 5 na loja que também deve ser muito bom.

Nos programas de VNC você tem que fazer uma configuração inicial para salvar o IP do Raspberry, a senha que foi criada no terminal, e a porta de acesso. Nesse caso a porta vai ser 5901, a porta pode ser pedida de forma separada ou junto com o IP: 192.168.3.2:5901.

Tudo configurado, toda vez que você quiser acessar a tela do Raspberry basta usar o programa de VNC, caso o rasp tenha sido desligado você deve rodar o comando acima de novo com o ssh, e você terá acesso novamente. Em caso do ssh não funcionar existe a possibilidade do seu Raspberry estar com um IP diferente na rede, basta procurar de novo com o Fing, tem como registrar o IP para ele ficar fixo no seu roteador, mas aí já é papo para outra postagem.

Como guardar suas postagens do MicroBlog no Obsidian

TLDR: Descobri como baixar as postagens do microblog e colocar no Obsidian para que eu tenha postagens que fiz antes de usar o app.

Complementando a postagem do Obsidian, com o Obsidian todas as suas postagens ficam guardadas na nuvem que você escolheu, no meu caso fica no iCloud mesmo, dentro de uma pasta criada pelo app, que contém uma pasta para cada Vault(cofre). Isso torna a gerencia dos arquivos bem simples, é só mais uma pasta no meu iCloud. Tudo que eu crio a partir de agora vai ficar salvo lá… mas e as postagens antigas no Micro.blog?? Para isso eu descobri que consigo baixar tudo, e só preciso colocar na pasta do Obsidian no meu iCloud para ficar tudo organizado.

Para baixar as postagens do Micro.blog basta ir no menu de design na lateral esquerda do Microblog, e onde fica seu nome de domínio vai ter um botão “…” clicável, escolha a opção de exportar e depois baixe os arquivos pela opção “Export theme and markdown”, um arquivo zip com todo o seu blog vai ser baixado, as postagens ficam na pasta chamada content, separado por ano, mês e dia, basta jogar na pasta do Obsidian dentro da pasta do seu vault que tudo aparece direitinho no app. Algo importante a se destacar é que as postagens virão com mais properties, e a property da url não vem com a url completa, e isso você vai precisar completar quando quiser atualizar alguma postagem, o que falta é só a base da url, então não vai ser um problema.

Criando e editando pelo Obsidian

Assistindo um vídeo do vladcampos eu aprendi uma nova forma de escrever minhas postagens, publicar no Micro.blog e ter tudo que eu escrevo guardado em um lugar de forma organizada e de fácil acesso por qualquer um dos meus dispositivos. Para completar eu não tinha um aplicativo bom de Markdown, então estava tentando simplificar a vida usando o Notas do iOS, que serve bem para escrever, mas acabo sem ter um preview bom (acaba que me permitia cometer alguns erros que eu acabaria vendo depois).

O Obsidian é um aplicativo multiplataforma perfeito para quem escreve em Markdown(padrão do MicroBlog), com um preview no editor e muitos atalhos para quem não é tão familiarizado com Markdown conseguir ver suas opções. O app tem a opção de instalar plugins que aumenta suas capacidades, um deles se chama Micro.Publish, que foi criado para que do Obsidian possa postar e atualizar qualquer postagem para o Micro.blog.

Uma das melhores partes é ter todas as postagens de forma organizada no app e ao mesmo tempo no iCloud drive que é onde ficam os arquivos.

Criação do meu Blog

Há algum tempo, desde que entrei no Mastodon, venho voltando a prestar mais atenção a blogs, talvez eles sejam mais mencionados por lá, talvez eles estejam ganhando força de novo, não sei dizer, mas fiquei com vontade de criar um e compartilhar coisas que eu vivia compartilhando com meus amigos. Além dessa vontade de escrever sobre algumas coisas que eu faço, também estava empolgado em testar coisas novas que estavam aparecendo pelo Fediverso para blogs, em geral tecnologias de integração dos blogs com o Fediverso.

Inicialmente eu pensei em algo bem minimalista, aprendi que existia um tipo de blog no Fediverso chamado Writefreely, o resultado final parecia interessante, mas como blog essa opção é muito limitada, ele não ter uma forma simples de colocar imagens foi uma grande decepção para mim. Ter que colocar minhas imagens em outro lugar para ter links de acesso no blog foi bem chato. Opções de customizações eram inexistentes.

Na busca por algo melhor, pensei no WordPress, além dele ser super famoso ele estava com um plugin do ActivityPub muito promissor. Tentei colocar o WordPress numa hospedagem gratuita, e tentei pelo próprio WordPress.com, mas acabei criando o site algumas vezes por perder o que tinha feito… com cada mudança que fui fazendo (tudo bem, mudanças básicas, refazia rápido), infelizmente não consegui usar nenhum plugin na versão gratuita, e também queria usar meu domínio próprio. Pagaria sem problemas por um plano, mas o primeiro plano com plugins é muito caro para um BR que vai usar o blog como um hobby.

Comecei a ouvir falar sobre o Micro.Blog e, inicialmente, o ignorei até decidir dar uma chance. O Micro.Blog é fácil de usar para não desenvolvedores e, ao mesmo tempo, oferece muitas opções de personalização. Ao longo do tempo, pude fazer várias melhorias no meu blog, como escolher um tema, ativar a integração com o Fediverso, configurar o crossposting com o Mastodon, Bluesky e Medium, além de adicionar plugins, como um para responder pelo Mastodon. Também personalizei o tema selecionado, adicionando recursos como Disqus e AdSense (ainda pendente de aprovação).

No geral, o Micro.Blog conseguiu atender a todas as minhas necessidades, desde as mais simples até as mais avançadas. Embora seja um serviço pago, com um custo mínimo de 5 dólares, considero que valeu muito a pena pelo que consegui criar.

Descobrindo o Bridgy

Uma coisa que me incomodava no Micro.blog era que mesmo ele tendo integração com o Fediverso, eu tinha que repostar minhas postagens do usuário do blog na conta do Mastodon para que qualquer resposta fosse para o blog. Isso tornava a função de crosspost do blog menos interessante. Até porque eu tinha colocado uma função de responder pelo Mastodon no blog, e as respostas não voltariam para o site.

Eu estava lendo sobre o BridgeFed e ele sempre mencionava o Bridgy, que é basicamente o que eu precisava e eu não sabia 😱. O Bridgy pega postagens que eu fiz e são repostadas nas redes sociais e adiciona qualquer comentário que foi feito na postagem de volta no meu blog 😱, ainda tenho muitas postagens e testes para fazer, mas até agora nos meus testes tem funcionado bem no Mastodon e no Bluesky 😁

Amazfit band vs Mi band para um ex usuário do Apple Watch series 3

Venho tentando trocar meu Apple Watch series 3 faz algum tempo. Ele já era bem fraco em potência, capaz de abrir só os apps nativos e um ou outro aplicativo leve. Não tinha espaço nele nem para atualizar. Isso parou de incomodar quando ele parou de receber atualizações obviamente, mais o maior motivo da troca foi por ele começar a dar problema na bateria. ele começou a desligar sozinho mesmo tendo muita bateria sobrando, suponho que a bateria não aguentava mais os picos de energia quando o processador exigia muito, não sei, mas não conseguir resolver das formas tradicionais.

Resolvi comprar uma smart band baratinha que eu pudesse trocar todo ano, como uma atualização de sistema e hardware acessíveis. Acabo perdendo algumas funcionalidades legais ao deixar o Apple Watch como o Apple Pay e as notificações que são ótimas no relógio da maçã. Decidi focar só no monitoramento de saúde no substituto do meu relógio. Minhas opções estavam entre a Mi band, Amazfit band e a Huawei band… quando eu ouvi que na Huawei band os exercícios tinham que ser inicializados pelo celular eu desisti na mesma hora dela, tentei a Mi band por ser o modelo que eu considero o mais popular.

Comprei a Mi band, o Aplicativo em geral funciona bem, mas a integração com o aplicativo de saúde da Apple é péssima, os batimentos cardíacos mesmo sendo registrados de minuto em minuto são gravados numa faixa de tempo de 1h, isso atrapalha muito os gráficos e não ajudam muito os aplicativos que usam esses dados como o Gentler Streak (esse parecia ignorar os dados da mi band), outro dado que acho importante que é o de sono, a mi band simplesmente registrava meu tempo na cama… isso o iPhone já faz, o aplicativo da Mi band tinha uma analise detalhada e eles não passavam bem os dados para o saúde (igualmente para os exercícios que as vezes mal tinha os batimentos). Outro problema que me incomodou muito na mi band foi a pulseira, ela era um pouco melhor do quê uma pulseira falsa de Apple Watch, ela ficava muito apertada ou muito folgada, isso além de me forçar a ter que tirar a pulseira ao lavar as mãos toda hora, não dava espaço para passar o ar e secar meu pulso molhado. Não ter um modo teatro também era meio ruim para uma pulseira com always on display, na hora de dormir ou no cinema era bem ruim.

Decidi comprar uma Amazfit band para ver se conseguia resolver esses problemas que me incomodavam tanto, o fato das bands terem um preço acessível me possibilitou fazer a troca sem aquela dor da outra pulseira ser cara. A Amazfit band resolveu todos os problemas que mencionei acima, o batimento era registrado numa faixa de minuto, o registro de sono mandava tudo que podia ser enviado para o saúde, os aplicativos como Gentler Streak conseguiam usar os dados do saúde e a pulseira não tem o problema de ser folgada demais ou apertada demais, apesar da pulseira não ter a atividade tênis que eu gosto de registrar eu troquei por uma atividade “livre” e me atendeu bem (ufa).

Para as 2 pulseiras eu tentei fazer o activity ring do Apple Fitness funcionar, até mesmo usando a tática de deixar o Apple Watch velho sempre no carregador como mostrado nesse vídeo

Pelo Apple Watch ser velho o sync era muito sofrido então foi melhor eu desemparelhar o relógio e usar somente o ring de atividades (o vermelho), até porque eu nunca tinha o ring de “ficar em pé”, só o de exercícios. Para compartilhar minhas atividades físicas eu testei colocar para a mi band e o Amazfit compartilhar automaticamente com o Strava, tem sido um bom substituto apesar de não ter uma função de competição 1:1 até onde eu sei, como no sistema da Apple. Até o momento a Amazfit band tem me atendido bem, estou me acostumando e acho que vou manter ela, só espero que as versões novas tenham o treino de tênis que os relógios do Amazfit já tem.

Como controlar seu servidor pela siri

Desde que eu comprei um Raspberry e deixei ele como servidor do Homebridge, eu tenho a necessidade de reiniciar ele para que o sistema que deu problema ou parou de funcionar volte a pegar. Pensando em uma forma fácil de resolver isso eu procurei nos atalhos da Apple se tinha algo que eu pudesse fazer, foi então que eu descobri que o atalhos tem uma opção de se comunicar por ssh.

Criei 2 atalhos bem diretos, um para reiniciar e outro para desligar o Raspberry. como extra/opcional eu uso um aplicativo chamado Data Jar para salvar meu ip e só precisar mudar essa informação em 1 lugar caso eu tenha muitos atalhos.

Segue o atalho que reinicia, o que você vai fazer com o computador só depende do que você vai escrever para ele, no meu caso eu coloquei “sudo reboot” para forçar-lo a reiniciar:

Atalho de reiniciar usando ssh

Com esse atalho você consegue pedir para a Siri reiniciar seu servidor/computador. Eu costumo rodar do atalho mesmo, já que Raspberry não é um nome muito fácil da siri entender, então talvez você queira colocar algo mais simples. Uma curiosidade é que a Siri vai fazer a ação, mas vai achar que deu erro pelo retorno que ela recebe. ¯\_(ツ)_/¯